O ET de Varginha nunca existiu; militar revela a verdade

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Atualizado há 2 meses

O caso que assombrou o Brasil e se tornou um dos maiores mistérios da ufologia mundial acaba de sofrer uma reviravolta definitiva. Trinta anos após os eventos relatados no Sul de Minas, um ex-militar veio a público para admitir que a história da captura de um extraterrestre por tropas do Exército foi uma invenção motivada por dinheiro.

Em depoimento ao documentário “O Mistério de Varginha”, produzido pelo g1, o ex-militar (que serviu na época na Escola de Sargentos das Armas – EsSA) revelou que seu depoimento, que serviu de base para diversas teorias conspiratórias, foi “comprado“.

Segundo ele, um ufólogo ofereceu R$ 5 mil para que ele confirmasse a versão da captura do alienígena.

“A história não aconteceu. Nós fomos jovens, fomos inocentes. Vendemos a alma para o diabo”, desabafou o ex-soldado, que hoje afirma carregar um enorme peso na consciência. Ele revelou ainda que, apesar da promessa, o valor nunca chegou a ser pago.

A confissão desmorona o principal pilar do Caso Varginha: a suposta operação secreta militar. O ex-soldado garantiu que, durante todo o seu tempo de serviço em 1996, jamais viu qualquer criatura ou movimentação atípica que sugerisse a presença de seres de outro planeta.

Somado a isso, o ufólogo Ubirajara Rodrigues, que foi o primeiro a investigar e divulgar o caso mundialmente, também admitiu no documentário que não acredita mais na hipótese extraterrestre. “As evidências não se sustentaram com o passar do tempo“, afirmou o pesquisador.

O “ET” era, na verdade, um morador local

Com a queda do relato militar, a explicação oficial do Exército Brasileiro ganha força total. De acordo com o Inquérito Policial Militar (IPM), a criatura de “olhos vermelhos e pele viscosa” vista por três meninas no Jardim Andere era, na realidade, Luiz Antônio de Paula, conhecido como “Mudinho”.

Luiz, que sofria de problemas mentais, costumava ficar agachado em terrenos baldios e, naquele dia, estava sujo de lama devido à chuva, o que teria causado a confusão visual nas testemunhas.