O TRIÂNGULO DA FÉ: o que o Padre, a noiva e o noivo disseram após a traição

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Atualizado há 5 meses

A pequena cidade de Nova Maringá, no Mato Grosso, tornou-se o centro de um escândalo que ganhou repercussão nacional, envolvendo um padre, uma jovem acólita (pessoa que auxilia nas celebrações litúrgicas) e seu ex-noivo.

O caso veio à tona com a viralização de um vídeo que mostra o Padre Luciano Braga Simplício, de 39 anos, sendo flagrado na casa paroquial apenas de short. A jovem Isabelly, de 21 anos, que era acólita na igreja e estava noiva de outro homem, foi encontrada escondida debaixo da pia do banheiro, vestindo uma camisola curta (baby doll).

Reprodução

Padre afastado e investigação da diocese

Padre Luciano Simplício, que havia sido ordenado em 2012 e era responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, foi afastado de suas funções pela Diocese de Diamantino.

A Igreja Católica, na qual o clero deve seguir o voto de celibato (vida sem casamento ou relações sexuais), abriu uma investigação canônica interna sobre a conduta do sacerdote. O perfil religioso que ele mantinha nas redes sociais, “Alô Meu Deus!“, foi desativado após o incidente.

Em sua defesa, o padre, em áudios enviados a fiéis, negou ter tido relações íntimas com a jovem, alegando que ela estava na casa paroquial apenas para se trocar e tomar banho após uma atividade religiosa.

A reação do ex-noivo e a traição

O noivo de Isabelly, identificado como Bruno, estava em viagem de trabalho no Rio Grande do Sul no dia do flagrante. Segundo a nota de sua defesa, o vídeo foi gravado por seu próprio pai, e a atitude do padre e da ex-noiva foi classificada como um “ato profundamente reprovável” e uma “traição à confiança e à fé da comunidade”.

A defesa de Bruno lamentou o “abalo” causado à comunidade católica, que se sentiu “traída por quem deveria agir com retidão e exemplo”.

Polícia Civil investiga vazamento do vídeo

O flagrante, gravado na casa paroquial com gritos de “Abre a porta ou a gente derruba!”, levou a família de Isabelly a registrar um boletim de ocorrência contra o vazamento das imagens.

A Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares, computadores e outros dispositivos. Os crimes investigados estão relacionados à divulgação das imagens e incluem constrangimento ilegal, invasão de domicílio, exposição de intimidade, dano qualificado e dano psicológico.