Por Mariana Honesko

As obras que modificam os acessos à União da Vitória, mas que replicam-se ao longo de 75 quilômetros da BR-153, inflam o estado de espírito de Airton Roveda. Não é para menos: a intervenção, que já alcança os R$ 240 milhões e gera cerca de 300 empregos, é uma conquista sua, fruto da apresentação de um projeto ainda em 2008, quando Roveda (PR) ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Na época, a negociação contou com apoio da equipe do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) e da então chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Em 2009, o projeto foi apresentado em audiência pública, na Câmara de Vereadores de União da Vitória. Aprovado, o croqui saiu do papel e ganhou realidade. “Disseram na época que se o projeto saísse uma vaca iria voar. A vaca está voando então, porque o projeto está aqui”, diz, com bom humor.
Para Roveda, as obras nos acessos chamam mais desenvolvimento. A mescla de marginais e trincheiras já chama a atenção de empreendedores, o que pode fomentar ainda mais o desenvolvimento regional. “Isso já deu para nossa região uma outra cara. É o orgulho do nosso povo. Isso nos empolga muito”, sinaliza.

Futuro político
Roveda não sinaliza candidatura, mas garante que quer continuar trabalhando, ainda que nos bastidores, para que mais projetos saiam do papel. “Desde o tempo de prefeito sempre demos uma contribuição valiosa e séria, levando otimismo e trabalho. Não é só esperança. É realidade para nossa região”, diz.
Os novos acessos
Desde 2011, os 75 quilômetros da BR-153 recebem investimento e, em alguns pontos, grandes modificações. Conforme o engenheiro supervisor das ações na região, Fernando Furiatti, do Dnit de Ponta Grossa (PR) as obras estão concluídas em 85% e, neste ritmo, podem ser encerradas ainda nos próximos quatro meses.