Por Mariana Honesko

É grande a expectativa dos militares envolvidos mais diretamente com a produção da obra. Concluído, o livro narra os bastidores da criação do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, bem como a participação dele na comunidade de Porto União e União da Vitória em mais de um século de história. O lançamento da publicação será na terça-feira, em cerimônia oficial.
O livro é completo, dividido em duas edições. A primeira, com mais de 300 páginas e pelo menos 200 imagens, todas do arquivo militar, comemora os 101 anos do batalhão, lembrados oficialmente no dia 1º. A segunda parte, tão extensa quanto a primeira, deve chegar às mãos dos leitores em até um ano.
Debruçam-se sobre a produção desde 2011, uma comissão de militares, liderada pelo sargento Sanches. O tenente-coronel, Franco Azevedo, comandante da corporação, integra o grupo e apóia a produção. A obra, que terá 500 cópias, será editorada no Centro Universitário da Cidade de União da Vitória (Uniuv).
Cem anos de história
Conforme Sanches, a obra 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado – 100 Anos de História, que será apresentada no dia 6, busca nas datas e acontecimentos, narrar a história de criação e organização do 5º BEC. A estrutura é mais lenta e pontuada em datas. A segunda, contudo, promete prender ainda mais a atenção dos leitores. Os capítulos narram – e mostram com imagens – a participação dos militares nos conflitos, revoluções, missões de paz e na construção de estradas. A oba tem mais de 300 páginas, assim como a primeira, e será muito bem ilustrada. “É só emoção”, diz, com bom humor, o sargento.
“O Comércio” na história
O levantamento feito pela comissão mostra os bastidores em detalhes, inclusive do efeito que a instalação de uma subunidade da Infantaria, ligada à Ponta Grossa, ficou por cerca de dez anos em Porto União na década de 30. Neste aspecto, o jornal O Comércio aparece como uma das principais fontes para a pesquisa. Conforme os militares, foi por meio das reportagens que a boa aceitação do público pela presença militar tornou-se conhecida. A cerimônia de instalação do grupo, por exemplo, só ficou clara por conta das informações do jornal. Sanches teve acesso ao arquivo impresso e digital, já disponível parcialmente. O jornal tem 83 anos e é uma das principais referencias para pesquisa na região.
Reconhecimento
Os livros não deixam de lembrar os nomes de quem incentivou a publicação e de que dentro da carreira militar, fez sua própria história. É o caso, por exemplo, do tenente-coronel da reserva, Dório Elias Sava, assassinado durante um assalto em Curitiba em 2004. Dois anos antes, ele teria dado impulso à criação das obras. Os comandantes que sucederam seu trabalho também foram lembrados. Ainda, o primeiro volume do livro será prefaciado pelo general, José Luiz de Paiva, diretor de projetos de Engenharia da Diretoria de Engenharia de Construção (em Brasília).