Por Mariana Honesko

Restaram apenas lembranças. Um varal empoeirado ainda abriga roupas secas. Nos porões, colchões velhos, eletrodomésticos quebrados e material de reciclagem. Pelo chão há ainda muita sujeira, mas nenhum sinal de morador.
De fato, conforme o Centro Especializado de Assistência Social (Creas) de Porto União, o grupo que até bem pouco tempo ocupava a parte de trás da marquise do Clube Concórdia, foi realocado. “Alguns foram encaminhados para clínicas de dependência química, outros foram para asilos e um até voltou a morar com sua família”, conta a assistência social e coordenadora da unidade no município, Luciana Cristina Cauva. A volta para casa foi lenta mas, para a equipe do Creas, satisfatória. “Foi uma vitória para nós”, sorri a assistente social.
Além da ação da equipe, os moradores contaram com a falta de sorte. A chuva, que caiu com mais frequência em março, obrigou a mudança já que o nível do rio subiu e o espaço de sua “casa” diminuiu, bem como as condições dela. “Eles foram aceitando ajuda”, conta a profissional.

Segundo o Creas, o local ainda precisa ser isolado para evitar o retorno dos mesmos moradores ou de outros visitantes temporários, e uma limpeza, providenciada. A ação de isolamento já havia sido acordada, porém, as cercas colocadas na área não impediram a invasão.
À beira do Iguaçu
Conforme mostrou reportagem do Portal Vvale em março, cerca de 15 moradores haviam escolhido às margens do rio como moradia.