Para rememorar 30 de agosto professores paralisam atividades

A data foi marcada pela violência durante protesto de professores, há 26 anos, em frente ao Palácio do Iguaçu, na capital paranaense

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Atualizado há 12 anos

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Professores de reuniram na Avenida Manoel Ribas, às 9 horas, para rememorar a data simbólica da luta dos educadores paranaenses (Jaqueline Castaldon/Jornal O Comércio)

Professores da Rede Estadual de Ensino estão hoje, durante todo o dia, paralisados em sinal de luto à educação. Conforme Maria Regina Martins Gelchaki, professora e presidente do Núcleo Sindical de União da Vitória, a classe decidiu parar as atividades escolares nesta sexta-feira, 29, para rememorar o episódio em que professores foram impedidos, pela cavalaria da Polícia Militar do Estado, de realizar uma manifestação em frente ao Palácio do Iguaçu. “Esse é um dia de luto e luta de toda a educação paranaense.”

No dia 30 de agosto de 1988 professores se reuniram em Curitiba, para reivindicar ações à educação Estadual, porém, o que não esperavam era a ação da Polícia. À pedido do então governador Álvaro Dias, a cavalaria da Polícia Militar fazia a segurança do Palácio, mas a situação ficou fora de controle e vários professores foram feridos pelos cavalos, que partiram para cima dos manifestantes. O episódio ficou conhecido como “A cavalaria de Álvaro Dias“. “Um episódio muito triste e violento”, conta Maria.

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Devido à manifestação, em algumas escolas estaduais, aulas foram suspensas durante todo o dia de hoje (Jaqueline Castaldon/Jornal O Comércio)

A data está sendo lembrada hoje, pois o 30 de agosto deste ano caiu em um sábado, e segundo os professores, só caracterizaria uma paralisação se o ato ocorresse em dia de aula. “Nós lembramos esta data todo o ano, mas tem de ser em um dia de aula para haver a paralisação”, completa Maria.

Ainda segundo a professora a maior parte das escolas do Estado paralisaram suas atividades e, um ônibus com professores da cidade foi a Curitiba, onde haverá um ato público.

Ontem, 29, pela manhã estudantes também foram às ruas em apoio aos professores. “Muitos professores ainda têm, até hoje, sequelas daquele episódio”, afirma Maria.

Acompanhe a professora Maria Regina sobre o ato: 

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