Por Mariana Honesko

O teste começou em março e durou 90 dias. Há uma semana, porém, conforme a Secretaria de Meio Ambiente do município, o pedido para ajustes do incinerador de lixo teria sido feito pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma). Mas, a coordenadoria regional do órgão desconhece qualquer projeto para ampliação, ajuste ou algo do gênero. De acordo com Christian Martins, que acaba de deixar o comando da pasta em Porto União, a Fatma teria licenciado parcialmente o modelo mas exigiu a organização do projeto. “Foi feito também um estudo dos gases poluentes”, lembra Martins. O protótipo estava na Área Industrial, na empresa Abbaspel, mas foi retirado de lá há alguns dias. Em seu lugar, um modelo original deve ser colocado.
Idealizado como alternativa à lotação dos aterros sanitários das Cidades Irmãs, o incinerador não teve a adesão esperada na região. “Não conseguimos nem fazer uma reunião com a regional, para discutir a viabilidade”, admite o ex-secretário de Meio Ambiente. Até agora, a única certeza é de que sozinha, Porto União não tem dinheiro nem lixo suficiente para alimentar a engenharia. “É impossível. O custo de instalação e manutenção giraria em torno dos R$ 10 milhões”, afirma Martins.
Além das cifras, a operação envolve também o controle dos gases liberados na natureza ou, na melhor das hipóteses, na transformação dos resíduos em energia e, de novo, em dinheiro. A tendência é de que o modelo, ainda que instalado novamente na cidade, seja adotado por municípios maiores, que produzam muito mais lixo e garantam o investimento na técnica.
Relembre a proposta
A máquina é móvel e veio de Porto Alegre (RS). Inicialmente, o incinerador seria instalado no aterro municipal, no Legru. Mas, por necessitar de energia, precisou ter seu destino alterado. Daí, a parceria com a empresa de Mohamad Abbas. O protótipo foi alimentado com parte do lixo coletado pela Ecovale.