Caso José Eduardo: acusado senta no banco dos réus em União da Vitória

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Atualizado há 6 meses

Será realizado nesta quarta-feira, 17, no Fórum de União da Vitória, o julgamento de Jeferson Carlos Lúcio Pereira Lotek, de 32 anos, acusado de assassinar José Eduardo Neres da Rocha em março de 2023, no bairro Jardim Roseira.

O júri popular está previsto para começar às 9h e será conduzido por um conselho de sentença composto por sete jurados.

O crime

No dia 27 de março de 2023, feriado do aniversário de União da Vitória, segundo a família, José Eduardo saiu de casa pela manhã para cortar o cabelo, mas acabou surpreendido por disparos de arma de fogo na Avenida Ivan Bengui, próximo à sua residência.

Foram efetuados mais de 16 tiros, que provocaram sua morte imediata.

Após o crime, o acusado fugiu do local, mas em outubro do mesmo ano se apresentou às autoridades, entregando a arma utilizada.

Ele responde em liberdade e seguindo determinação da justiça, está sem o monitoramento eletrônico desde meados de novembro de 2024.

Dor e luta por justiça

José Eduardo tinha 28 anos, trabalhava em uma auto elétrica com o irmão. Sua morte gerou grande comoção no Vale do Iguaçu.

Para os pais, Sebastião Neres da Rocha e Alice Maria Totski da Rocha, a dor e a saudade permanecem intensas. “O que fizeram com meu filho foi uma covardia muito grande”, desabafou o pai.

A família espera que o julgamento traga a tão aguardada resposta de justiça.

Nota pública dos advogados

Na véspera do julgamento, os advogados que representam a família divulgaram uma nota oficial:

NOTA PÚBLICA


Os Assistentes à Acusação signatários, que representam a família de José Eduardo Neres da Rocha, atuarão junto com o Ministério Público e, pautados em tudo que dos autos constam, buscarão que a legislação penal seja aplicada de forma rigorosa pelos atos que serão julgados no dia 17 de setembro de 2025.
Registram, ainda, que confiam na Justiça!

União da Vitória (PR), 15 de setembro de 2025.


Luciano Linhares

Diego Goya

Felipe Scaramella

 

NOTA PÚBLICA

“O crime foi premeditado, foram 17 tiros a queima roupa”