Ato contra impeachment de Dilma mobiliza Cidades Irmãs

·
Atualizado há 11 anos

ato-contra-impedimento-dilma0018
Na cidade, desde 2013, foram organizadas quatro manifestações contra o governo Dilma. O desta tarde foi a primeira na contramão da direita. Grupo marca  retomada de movimentos sociais nas cidades (Bruna Kobus/Jornal O Comércio)

O grupo Contestado Contra o Golpe reuniu no final da tarde desta quarta-feira, 16, pouco mais de 50 pessoas em frente à Unespar de União da Vitória em um ato contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT). A concentração durou quase uma hora e logo os manifestantes seguiram para a Avenida Manoel Ribas. No centro foram entregues informativos que explicam a proposta do grupo. “É um ato em defesa do estado democrático de direto. Nesse informativo estamos explicando o porquê a gente insiste em dizer que é um golpe e o que é o movimento”, contou uma das organizadoras e representante do Coletivo Feminista Mais que Amélias, Thays Bieberbach.

Para o grupo o pedido de impedimento da presidente é considerado golpe pois o mesmo Congresso que aceitou o processo de impeachment é o que aprovou, neste mesmo ano, a PLN nº5 fixando uma nova Meta Fiscal. Em entrevista ao Portal Vvale, Nelson Pedroso, também um dos organizadores do movimento, explicou que a manobra é desqualificada. “O movimento acha que o único fundamento legal levantado no processo de impeachment é a questão das chamadas Pedalas Fiscais. No entanto, o mesmo Congresso que recebe o processo de impeachment é o que aprova a nova Meta Fiscal no PLN número 5 e causa o que é conhecido no Direito como “abolitio criminis”, abolir o crime que fundamentava o processo de impeachment. Então apoiar esse processo que Eduardo Cunha (presidente da Casa) recebeu, trata-se de um golpe”, argumentou Pedroso.

“O que a gente está defendendo é a democracia. O que o pessoal precisa entender é que se a gente compactuar ou ser omisso agora – mesmo que no futuro seja o candidato deles (direita) –  eles também podem sofrer o mesmo golpe. Vai ter uma abertura para acontecer isso”, completou Thays.

Durante a caminhada alguns manifestantes foram xingados por pedestres que passavam pela avenida. Gestos obscenos também foram encenados para o grupo. Contudo, a marcha continuou e uma das paradas aconteceu no sinaleiro do cruzamento entre a Manoel Ribas e Rua Carlos Cavalcanti. No sinal vermelho faixas com os dizeres “Fora Cunha” e “Fica Dilma” foram expostos em frente aos carros.

Teve, também, pedestres que se juntaram ao movimento e cantaram junto as palavras de ordem “Não vai ter golpe”.

Acadêmicos, professores e mais 12 movimentos sociais formaram o coro. O Movimento Sem Terra (MST) de Bituruna, APP-Sindicato, União Nacional dos Estudantes, União da Juventude Socialista, Coletivo Feminista Mais que Amélias e alguns colegiados da Unespar  se juntaram no ato. O Partido dos Trabalhadores de Porto União e União da Vitória, PSOL e o PCdoB também integram a coalizão. O ato encerrou por volta das 22 horas.

Fotos: Bruna Kobus/Jornal O Comércio 

Pelo Brasil

Esta quarta-feira, 16, foi tomada como uma data estratégica para a realização dos atos. Isso porque hoje o Supremo Tribunal Federal começou a decidir alguns ritos do processo. Em 25 estados e no Distrito Federal, centenas saíram às ruas contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

 

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!