22 de Setembro de 2012 – Sábado

“A CASA DO CORONEL AMAZONAS” – “Na sua casa de residência situada à rua de seu nome, hoje do lado sob jurisdição catarinense, mas construída em 1885, sob o domínio paranaense todo aquele território, casa que tem a forma de chalé, de alvenaria de tijolos, estes de sua olaria, com sacadinha de gradil de ferro, área acimentada e sob arcadas, com amplos jardins aos lados e quintal bem cuidado e plantado, ali, o Coronel Amazonas hospedara os Presidentes da Província Drs. Carlos de Carvalho e Visconde de Taunay, ao tempo de Império e, na República, o Bispo D. José de Camargo Barros e mais tarde o Presidente Dr. Carlos Cavalcanti. Outras personalidades de destaque: militares e políticos foram recepcionados nessa residência que ainda é a mesma até os nossos dias e cuja construção foi por ele mesmo dirigida e planejada. Pode-se dizer que é um belo palacete de onde o Iguaçu é visto até a sua primeira volta. O panorama é magnífico, vendo-se ao fundo as montanhas azuladas que contornam a cidade de União da Vitória. / Sua Exma. Senhora Dona Júlia Amazonas, prendada dama patrícia, ao receber suas visitas, fazia-se ouvir ao piano”. (Fonte: Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, Ligeiros traços feitos por Cleto da Silva, autor de “Apontamentos de União da Vitória” (Agosto de 1947), in Jornal Caiçara, edição do dia 27 de março de 1972).

AS “DAMAS” DE CURITIBA – Ontem, dia 21, no Paço da Liberdade, em Curitiba, ocorreu o lançamento do livro “Maria Batalhão – Memórias Póstumas de Uma Cafetina”, da autoria de Dante Mendonça, com a chancela da Editora Esplendor, 290 páginas. A nota de orelha é assinada pelo escritor Deonísio da Silva. “Catarinense de nascimento, curitibano por adoção e integrante da Academia Paranaense de Letras, o jornalista Dante Mendonça se debruçou sobre personagens fascinantes do “Vampiro de Curitiba” para produzir esse mais recente livro, onde ele relata recordações íntimas de cafetinas da obra de Dalton Trevisan. Os relatos são exagerados – alguns até mesmo inventados – e não há como o leitor distinguir a fronteira entre realidade e ficção das lembranças das damas da noite da cidade fria. No livro de Dante Mendonça, cafetinas de outrora como Dinorá, Otília, Alice, Uda, Ávila, a Francesa do Cachorrinho e a própria Maria Batalhão, tão bem retratadas por Dalton Trevisan, (…), ressurgem em episódios que se confundem com a própria história de Curitiba”.

“MOMENTO DA EDUCAÇÃO” – “Roupas e Vestimentas” fazem o assunto do programa “Momento da Educação”, que será apresentado pelo professor Aluizio Witiuk, no próximo domingo, dia 23, às 10:30 horas, nos microfones da Rádio Difusora União, “a Pioneira”, “a Rainha do Vale do Iguaçu”. A entrevistada será a professora universitária Fernanda Wolff que falará sobre roupas e vestimentas próprias para cada ocasião (trabalho, passeio, festas, et caetera).

A ÚLTIMA –  A Coluna de hoje é dedicada em memória ao senhor Carlos Ihlenfeld, que através da arte da fotografia registrou inesquecíveis imagens coloquiais e históricas das nossas duas cidades.

Beira do Iguaçu, Setembro de 2.012