Milho no Monjolo

Odilon Muncinelli

Milho no Monjolo – 25 de Janeiro de 2019

 

NOSSA TERRA, NOSSAS GENTES, NOSSAS COISAS

Nas minhas andanças pelas redes sociais encontrei um texto saudosista da autoria do Jornalista, Escritor e Bacharel em Direito Jorge Yared. Vale a pena repeti-lo! – “Dia 7 de fevereiro, daqui a pouco mais de um mês completo 63 anos. Quero com esta postagem homenagear pessoas de minha geração que habitaram durante sua juventude (anos 70 e 80) duas cidades que guardo com carinho especial em minhas recordações: Porto União, SC e União da Vitória, PR. Hoje, dia 5 de janeiro de 2017, comprei um pastel delicioso que é vendido em frente ao Terminal do Centenário, aqui em Curitiba, onde resido atualmente. Quando saboreava o delicioso pastel viajei no tempo. Veio-me à lembrança os pastéis da Pastelândia, em União da Vitória. Quem morou lá sabe da delícia que eram os pasteis da pastelaria do português (não era de japonês), primeiro numa casa de alvenaria só na fachada, mas com o seu interior em madeira e que ficava quase em frente ao Clube Apolo e depois mudou-se para as modernas instalações no Edifício Thomazi, na Praça Alvir Riesemberg, (o primeiro com elevador nas cidades), onde no último andar funcionava a Rádio Educadora. Quem é da minha época vai lembrar também do X-Burguer, da Sorveteria 7 de Setembro, da pipoca do Franz que todos chamavam de “Seo França”, na Estação, dos docinhos do Rubens feitos pela Dona Sofia e vendidos numa caixinha de madeira que ele carregava amarrada por um cordão que contornava seu pescoço. Os docinhos de leite e de coco eram cobertos por um pano branco decorado por um caprichoso bordado certamente feito pela Dona Sofia. Também vai lembrar da Churrascaria Meu Cantinho e seu famoso galeto com queijo parmesão, dos jornais Caiçara, Traço de União e O Comércio. Da Feira Intercolegial Estudantil do Livro (FIEL) que acontecia alternadamente nas Praças Coronel Marcondes, em União da Vitória, e Hercílio Luz, em Porto União. Das pistas de Bolão, no Aliança e do Boliche perto da Praça Hercílio Luz. Dos desfiles de 7 de setembro quando todo mundo aguardava a apresentação da famosa banda do exército e o desfile dos militares e seus aparatos que impressionavam. Das festas juninas nos salões e pátios das Igrejas, do bingo, do “xixo”, do quentão, do pinhão e da fogueira de São João. Aliás, no Bairro de São Pedro, nos Tócos, a maior fogueira que já vi. Das sessões dos Cines Odeon, Luz e Ópera (a sociedade se encontrava nas sessões de domingo à noite no Ópera). Das saídas dos Colégios Santos Anjos e Tulio de França. Das missas nas paróquias de Porto União e de União da Vitória. Quem é de lá vai lembrar do nosso querido Balneário, do Baú Clube de Campo e da primeira piscina de clube social, no Circulo Militar. Dos memoráveis bailes dos clubes Apolo, Aliança e Concórdia. Da loja do Gabriel Nemes, na Avenida Manoel Ribas, em frente ao Clube Apolo, onde comprávamos serpentina, confete, máscaras e lança perfume para o carnaval. Dos campeonatos de futebol onde se destacavam os times do Avaí, São Bernardo, Ferroviário e União. Dos Jogos Colegiais da Primavera no Ginásio de Esporte do Túlio de França. Das Rádios Educadora, União e Colmeia, aliás essas duas últimas tinham auditório onde se apresentavam grupos musicais na época da Jovem Guarda. Enfim, quem é ou foi de lá e viveu na mesma época que eu, com certeza vai lembrar de muitos outros lugares, além desses por mim relatados. Isso prova aquilo que escrevi anteriormente: Foi uma época de ouro em um lugar muito especial e tudo isso veio como um flash a partir da primeira mordida no pastel de carne moída com mostarda escura. Bons tempos, doces recordações. (JoYa)”.

Beira do Iguaçu, Janeiro de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

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