Milho no Monjolo – 15 de Junho de 2020

FELIZ ANIVERSÁRIO – As vinte e duas horas do dia 16 de junho de 1940, numa noite fria, num abençoado lar sito à Rua D.Pedro II, número 505, em União da Vitória, Paraná, o casal Hollanda Balardini Muncinelli e Cicero Muncinelli receberam um belo presente, seu primeiro filho, o Odilon. Com quase dez anos veio a Eliane, sua irmã. O Odilon viveu parte da sua infância em Porto Almeida, onde seu avô materno, Alfeu Balardini, possuía um Hotel com Restaurante, Casa Comercial, Açougue, Vinicultura e se dedicava também à navegação e transporte fluvial. Iniciou sua vida escolar na Escola Isolada, em Porto Almeida, primeiro e segundo anos em Porto Vitória quando fazia a travessia do Rio Iguaçu em canoa, diariamente, para frequentar a Escola. Continuou seus estudos no Externato Santa Terezinha, depois no então Ginásio São José, o Científico no Túlio de França (1.o e 2.o anos) e terceiro ano no Colégio Estadual do Paraná. Culminou com o Curso de Direito na Universidade Federal do Paraná. Um ADVOGADO competente e muito respeitado no Vale do Iguaçu; costumo dizer, com convicção, que é uma grande reserva moral. O Odilon é um grande poeta e, com seus belos poemas encantou a sua namorada levando-a para o altar em janeiro de 1969. Seus poemas são lindos e significativos (tem organizados para compor um livro),mas tem um especial, denominado “À Procura”, escrito quando ele termina o namoro com uma jovem que conhecera em Curitiba, e se decide; escreve…”Um dia, porém, após tantas pérolas encontradas, perde-se na incerteza . . . não sabe qual delas, a de maior realeza. Ávido . . .entrega-se a um belo mister . . .vai à procura da pérola mulher que vive na concha do seu coração!” Sua pérola verdadeira, a mulher do seu coração, Aldair. O Odilon se auto denomina um Anotador da História, eu ouso afirmar que é um historiador; escreve com facilidade, pesquisa muito e é extremamente criterioso na fidelidade dos fatos. Escrever para ele é um prazer, uma distração, um lazer. Ele também ama uma boa música; senta-se próximo ao aparelho de som e ouve o que gosta por um longo tempo; como diz ele, vou fazer uma “sonzeira”. Dançava muito bem e dançamos muito nesses anos todos. O Odilon curte muito a nossa casa que ele denomina “a mansão dos seis pinheiros”; não é uma casa velha, mas uma casa antiga. Na casa, ele gosta de sentar na varanda, tomar seu chimarrão e apreciar o jardim com seu verde, suas flores, seus pássaros . . . O Odilon sempre priorizou e respeitou a sua família: o Gianfranco, engenheiro eletricista, hoje professor, casado com a advogada Andreia, pai do Cicero Domenico e a Sarah Giulia; o Giorgio, advogado, casado com a professora Flávia, pai do Enzo Luigi e do Pietro. Apesar de ser “coruja” com a esposa, filhos, noras e netos, ajudou e incentivou cada um, a estudar e se profissionalizar. Quero reiterar que o Odilon foi partícipe na educação dos nossos filhos se envolvendo com seus estudos, dando bons exemplos. É um bom papo; muito agradável entabular uma conversação com o homem que denominamos de “acervo ambulante” tal seu conhecimento e boa memória. Não sai muito de casa, mas recebe muito bem as pessoas no seu escritório e no seu lar; um bom anfitrião. O Odilon já plantou árvores, escreveu livros, tem dois lindos filhos e ainda tem um “ boneco” pronto para o prelo “Tropeiro, Tropas e Tropeadas”. Ele escreve muito e incentiva as pessoas a registrar seus poemas, histórias e ideias. Apesar de enxergar pouco, mantém sua Coluna Milho no Monjolo, duas vezes por semana, no Jornal O Comércio. Falar dos feitos, das participações, das honrarias recebidas, não foi meu objetivo ao escrever este texto sobre o Odilon. Nem dizer do nosso relacionamento e cumplicidade nesses 54 anos de vivência comum e sim parabenizar esse Homem respeitável, marido fiel, pai amoroso, avô atencioso, profissional íntegro, artista brilhante,ser humano digno, dono de uma invejável humildade, o que é próprio das grandes personalidades. Grata à Deus por você existir, Odilon. Deus abençoe você e sua linda família. (Especial para a Coluna Milho no Monjolo, Texto de Aldair Wengerkiewicz Muncinelli).

Beira do Iguaçu, Junho de 2.020