Milho no Monjolo – 19 de Junho de 2020

ÊTA VIDA BOA! – Pois é, minha gente, na última terça-feira, dia 16, eu fiz 80 anos de idade! Nunca imaginei chegar tão longe. Oitenta anos são uma tremenda esquina da vida. Ainda bem que depois desta esquina contomuo a olhar para a frente. Sensibilizado, agradeço as palavras elogiosas da Aldair, a minha amada companheira de mais de 50 anos. E de todos os amigos e amigas!

LUTO – Na madrugada da última terça-feira, dia 09, em Curitiba, Paraná, morreu o General José Chuquer Rodrigues, aos 77 anos de idade. Era graduado em Ciências Militares, Arma Artilharia, pela Academia Militar das Agulhas Negras (1966). Dedicava-se ao estudo da História Militar do Brasil. Colaborador nas áreas de História e Geografia do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. (IHGPR). Nota de Pesar: “Infelizmente, abro esta mensagem com um dos recados mais tristes que já vim passar, este redator vos escreve com lágrimas nos olhos, pois perdemos nesta madrugada um grande amigo, uma das pessoas que com certeza mais contribuíram para a história e funcionamento recente do nosso querido IHGPR, perdemos o nosso tão estimado General José Chuquer… um senhor elegante, educado, simpático e sempre muito prestativo e gentil com todos, sempre atencioso com os visitantes, funcionários e associados, e possuidor de um coração tão lindo e generoso. A vida rege seus caminhos, de formas que nem sempre vamos entender, não consigo nem imaginar não termos a figura do nosso querido General ao chegarmos no Instituto, fica um sentimento de vazio por não podermos ter tido uma última conversa, e a saudades de uma das pessoas mais gentis que conheci. Que o nosso querido Diretor Cultural, General José Chuquer Rodrigues. Descanse Em Paz!. Atenciosamente, Renan dos Santos – Secretaria IHGPR”.

RUMO AOS 100 ANOS – No último domingo, dia 14, o escritor Dalton Trevisan completa 95 anos de idade. Nascido em Curitiba, Paraná, dono de uma carreira exemplar e um dos autores mais reclusos do Brasil, Dalton Trevisan evita entrevistas e aparições públicas. Vencedor do Prêmio Camões em 2012 pelo conjunto de sua obra, entre suas principais honrarias estão quatro Prêmios Jabuti (1960, 1965, 1995 e 2011), dois Prêmios da Biblioteca Nacional (2008 e 2015), um da APCA (1976), um Portugal Telecom (2003) e um Machado de Assis (2012). Embora o autor tenha mantido o alto nível de sua escrita ao longo de toda a trajetória literária, seus livros mais celebrados permanecem sendo alguns dentre os primeiros de sua carreira, ambos reuniões de narrativas breves: “Novelas Nada Exemplares” (1959), “Cemitério de Elefantes” (1964), “O Vampiro de Curitiba” (1965) e “A Polaquinha”. Em 1946, Dalton Trevisan fundou a Revista Joaquim, que editou até 1948, granjeando a colaboração de grandes autores como Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade e Vinicius de Moraes, além de pintores como Di Cavalcanti e Portinari e críticos como Otto Maria Carpeaux. Embora seja tido como sua estreia o livro “Novelas Nada Exemplares”, antes de publica-lo, já havia lançado o romance “Sonata ao Luar” (1945) e a coletânea de contos “Sete Anos de Pastor” (1948). Em uma raríssima entrevista concedida em 1968 ao Diário do Paraná, o autor disse que leva “a vida inteira” para escrever um conto, e que nunca para de reescrevê-lo”. Pois já são 95 anos dedicados a cada um de seus contos.

Beira do Iguaçu, Junho de 2.020